PUERPÉRIO! É preciso falar sobre ele sem maquiagem.

 

QUEM JÁ CHOROU NO QUARTO ESCURO DANDO DE MAMAR? Se sentindo sozinha, vazia e perdida? Eu já !!! Inúmeras vezes nos meus dois puerpérios vividos…  Eu olhava a minha bebê linda e sentia culpa e até ódio de mim por sentir aquela tristeza que me rondava, dias mais, dias menos…

Eu chorava pela Carolina que eu sabia que havia morrido! Chorava por não saber mais quem eu era…

Definitivamente pós-parto NÃO É COMERCIAL DE MARGARINA!!!! Não se trata de estar ou não feliz…porque eu amava minha filha mais que tudo, mas era muito difícil…

Pós-parto é um momento de PERDA DE SI MESMA. A mulher não é mais aquela grávida cheia de expectativas, mas também não se encontra como mãe desse novo serzinho que chegou. É um momento de sombra, de muito choro entalado, de muita solidão, mesmo que ela esteja cercada de pessoas, porque é difícil falar, difícil expressar o que sentimos.

Falar sobre isso é muito importante, para que paremos de sentir culpa de nos sentirmos assim, e possamos nos encontrar mais fácil, mais rápido.

Eu não tenho a receita de como sair, a porta quem encontra é cada mulher, não sei nem dizer se tem uma, me parece que é mais uma passagem que uma saída, mas definitivamente poder dizer que estamos passando por isso já é um bom começo.

Para os companheiros, amigos e familiares de mulheres que estão nessa fase o que eu posso dizer é: Seja carinhoso, cuide de verdade dessa mãe, leve comida quentinha ou seu sorvete preferido, lhe de um abraço forte, e lhe de espaço para ela falar se precisar…

E nunca jamais se ela chorar diga: – Não chore, você tem um filho perfeito, saudável, que precisa de você. OK ???? Deu para entender essa parte???

Um dos motivos por eu querer trabalhar com Slings foi o quanto ele me ajudou no meu pós-parto. Com ele eu me sentia mais encorajada, e podia fazer parte do mundo fora da casinha, fora da bolha.

Se você esta passando por um pós-parto difícil, um bom começo é procurar um grupo de apoio à maternidade na sua cidade, ou uma aula ou lugar onde as mães se encontrem. Isso ajuda a sair de casa e a interagir com mulheres que estão no mesmo barco que você. Você não esta sozinha, apesar de parecer que sim. Lembrando que uma avaliação de profissional qualificado, se for necessário pode ser preciso em casos de depressão pós-parto.

 

 

 

 

Relato de um desfralde inesperado.

Faltavam duas semanas pra minha pequena fazer 2 anos, e então ela decidiu sozinha que não vai usar mais fralda.
“Cacinha mamãe, cacinha”

Tinha algumas calcinhas pequenas da Madu, a minha filha de 5 anos na época, e coloquei nela pensando que ela só queria experimentar como era.

Mas desde então não consigo colocar uma fralda nela.
Claro que já fez vários xixis pela casa, e eu tive que sair pra comprar correndo umas 12 calcinhas de uma vez só.

Mas ela começou a perceber rápido que podia segurar o xixi no meio e terminar no pinico. Ela gosta mais do pinico do que da privada com redutor, eu já tinha os dois aqui em casa por conta da mais velha, o que acho que ajudou muito para ela se familiarizar com eles antes de pensar no desfralde, já que ficava sentada no pinico enquanto conversava com a irma na privada rs.

E então ela fez o primeiro cocô no pinico, e foi muito louco ver a relação dela com esse momento.

Primeiro tentou, mas na hora que percebia que ele ia sair ficava de pé, e pedia pra colocar a calcinha. O que fiz na mesma hora, pra não forçar nenhuma situação. Então ela foi correndo pra sala contar pro pai o que estava sentindo, e disse que o coco estava SOLTO!!!!

Acho que pensou: Meu coco está solto de mim, ele não faz parte de mim, como assim?

O pai disse, com um olhar de compreensão, que tudo bem, que ela podia fazer na calcinha se achasse melhor assim.

Mas alguns minutos depois ela me procurou e pediu pra fazer no pinico.

Voltamos pra lá e ela sentou de novo. Vi que ficou tensa, queria fazer mas ao mesmo tempo não queria. Então eu disse olhando nos seus olhos: -Esta tudo bem filha, pra todo mundo é assim estranho.

Abri uma caixinha de elásticos, que fica no banheiro que ela gosta de brincar, e comecei a separar, mostrar, pedi pra ela segurar alguns , logo depois ela olha pra mim sorrindo e diz toda orgulhosa de si mesma : “Fazi mamãe ”

Um super cocô por sinal, cheio de milhos rs.

Ela chamou o pai e a irmã pra ver sua “obra de arte”. Eles aplaudiram, é claro rs.
Perguntei se ela queria que colocasse ele na privada? Ela disse que sim… Jogamos e ela ficou lá, olhando pra ele na privada, não deixou o pai tocar a descarga logo.

Ela estava se despedindo dele. Talvez se despedindo de toda uma etapa, uma fase.

Depois pediu pra tocar a descarga e ver ele indo embora. O pai ajudou todo orgulhoso, e todos nós ficamos emocionados por um momento tão simples, mas tão importante pra nossa pequena Teodora.

Esse relato é bem diferente de tudo que aconteceu com a minha primeira filha, depois prometo contar aqui como foi, e todas as dificuldades a longo prazo que isso acarretou.

Só posso dizer uma coisa que aprendi hoje com a Tete, e que cada vez mais vejo que é verdade na maternagem.

Devemos respeitar os nossos filhos, devemos esperar que eles demonstrem interesse pelas mudanças, porque para eles tudo é descoberta, e a descoberta deve ser prazeirosa e sutil.

Tudo no tempo dela ❤

Telinhas que hipnotizam.

Ando pensando muito sobre tecnologia e as relações pessoais.

Me preocupo com as crianças e em como estão deixando de brincar de fato, de imaginar e de interagir com o mundo quando ficam submersas em joguinhos, tablets e afins.

Em todo lugar elas estão presentes. Nas mesas de restaurantes ao invés de conversarem com os pais, jogarem palitinho, ou desenharem em guardanapos, que era o que eu fazia quando era criança, elas estão com as caras enfiadas em telas mágicas que as deixam hipnotizadas. Não perceberiam nem se o MICKEY entrasse pela porta do restaurante.

Na sala de espera do médico não conversam umas com as outras, apenas sentam com as colunas tortas segurando celulares que soltam sons irritantes.

Não sabem mais esperar, não sabem mais inventar brincadeiras e estão mais ansiosas e irritadas.

Observando tudo isso, fui olhar para mim mesma, e percebo que ando perdendo a medida também no uso da tecnologia.

Como mãe empreendedora uso muito a internet como ferramenta de trabalho, e ainda não me acostumei em “parar” de trabalhar. Toda hora é hora. Sinto uma urgência em responder mensagens e e-mails. Uma urgência que a rapidez das relações modernas da internet sugere.

E assim fico grande parte do meu dia com o celular na mão digitando, o que faz com que minhas meninas tenham que falar algumas vezes “MAMÃE!!! ” até que eu responda.

Preciso aprender a dividir meu tempo, a me policiar para não abusar do uso do celular e do tablet quando estou com a família. Sou exemplo para as meninas e se não deixo que fiquem nas telinhas por muito tempo também devo saber os momentos de usá-las.

Ativando a “polícia pessoal” aqui em casa.

E vc? Como está lidando com a tecnologia e suas urgências?

Ai vai um link para reflexão sobre tecnologia e seus prejuízos.

https://graph.facebook.com/pediatriaintegral/photos/a.253714034719662.55896.150013085089758/680162062074855/?type=1

O ATELIÊ.

Esse post é para falar um pouco sobre o Ateliê Maternidade Ativa.

Afinal,o blog começou, a página do Face também, mas não expliquei nada sobre como, onde, porque e para que o ateliê surgiu.

Tudo começou depois que nasceu a Teodora, minha segunda filha, há um ano e 4 meses.

Já era ativista do parto humanizado, organizava passeatas e participava de grupos de gestantes a fim de discutir e propagar o parto natural e humanizado.

Quando a Teodora nasceu, em um parto natural humanizado hospitalar,que depois conto os detalhes aqui, tive a certeza de que queria ser doula. Mas, claro que na maternidade tudo tem um tempo diferente e o pós parto é sempre mais longo que aqueles três primeiros meses que falam por aí.

Com duas filhas, a demanda de mãe é em dobro e eu passava quase o dia todo com a Teodora no Sling. Dessa forma, conseguia dar atenção para a filha mais velha, tinha as mãos livres para cozinhar pra ela, brincar no chão, escovar seus dentes ou simplesmente andar de mãos dadas na rua.

Todos os dias eu era parada na rua, no mercado, ou na praia por pessoas curiosas sobre o Sling.

Meu pai, aquariano que é, me disse assim: “filha, você tem que trabalhar com esse negócio de Sling, ensinar as pessoas e fazer pra vender. Tem uma máquina encostada na casa da sua vó.”

A sementinha foi plantada, mas não sabia por onde começar.

Foi quando decidi procurar a formação de doula e, assim que entrei no site do GAMA, me deparei com o curso de babywearing. Coincidência? Acho que não!

Eu me inscrevi nos dois e saí do GAMA realizada. Passei as minhas melhores horas possíveis em sala de aula. Falando de Sling e de Parto.

Então, foi a vez do empurrãozinho da minha mãe. Ela, ariana ao extremo, foi quem me estimulou a dar o start. Era com ela que discutia as idéias iniciais que surgiam e foi ela que falou: “Ok, as idéias estão ótimas, vamos colocar em prática agora!”

E assim surgiu o Ateliê Maternidade Ativa, meu novo filho, que também só é possível pela parceria incrível com o marido, que me ajuda no dia a dia, me escuta e dá um monte de pitacos.

Bom, o Ateliê tem como objetivo dar apoio e incentivar as mulheres a parirem de forma natural e humanizada, através de informação e discussão sobre gestação, busca e preparação para o parto.

Por aqui você também vai encontrar assuntos sobre o maternar consciente, a criação com apego, além de indicações de blogs incríveis que compartilham dos mesmos interesses.

O ateliê também propaga e divulga o uso de slings e o colo como a melhor maneira de criar crianças amorosas, seguras e tranqüilas.
Serão melhores adultos com certeza. O mundo precisa de mais amor.

Serviços do Ateliê Maternidade Ativa:

Doula pré parto, parto e pós parto.

Venda de slings.

Assessoria em babywearing.

Em breve novidades e parcerias que irão ampliar os serviços do Ateliê Maternidade Ativa.

Ateliê e seus lemas:

“Para mudar o mundo, é preciso primeiro mudar a forma de nascer”
Michel Odent.

“Meu corpo, meu parto, minhas escolhas”

“Mais amor, por favor”

Assessoria em Babywearing.

Esse serviço é pouco conhecido no Brasil, mas já acontece faz muito tempo em outros países onde o Sling é mais difundido.

Você sabia que o usar o Sling de forma errada além de ser desconfortável para você, pode colocar em risco seu bebê e prejudicar a saúde do mesmo?

Existe hoje um mercado crescente de venda de babywearing no Brasil, o que é maravilhoso, mas a maioria quando compra um Sling, não sabe como usar e recorre aos vídeos da internet que ajudam só em parte, os pais ficam inseguros se aprenderam corretamente ou não.

Por isso o serviço de assessoria é tão importante. Temos um contato direto com você que quer aprender a slingar.

Quando uma mãe e um pai vão até o Ateliê Maternidade Ativa, observo suas necessidades, peso e idade do bebê. Dessa forma posso indicar o melhor tipo de carregador e ensinar amarrações adequadas, como no caso de um Wrap Sling por exemplo.

Os pais podem tirar suas dúvidas durante a assessoria: se está muito apertado, ou muito largo, se o bebê está seguro, se a amarração está correta, se a mãe consegue amamentar, e outras milhares de perguntas que surgem quando estamos “vestindo” o carregador.

Essa troca é maravilhosa, aprendo sempre um pouco sobre cada família, cada bebê. Conversamos sobre MATERNAGEM e sobre como o Sling pode ajudar em diversas situações.

Digo que a assessoria tem um “recall”, no bom sentido. Peço que os pais mantenham um contato pós Ateliê para que se sintam seguros quando forem slingar em casa. Eles costumam me mandar fotos dos bebês no Sling e assim podemos analisar se a posição está correta, se o bebê está confortável e se estamos respeitando sua fisiologia.

Se você já tem seu carregador, ou quer adquirir um e não sabe como usá-lo, ou se já slinga e quer aprender outras amarrações, procure uma Assessora em Babywearing, ela poderá ajudar a se sentir confortável e seguro para carregar seu bebê por aí.

Sou uma assessora certificada pela querida e competente Elena Regoyos, super indico esse curso, que hoje é dado em parceria com mais uma mulher maravilhosa, que também sabe tudo sobre o Bem Carregar, Carine Panthet.

Se quiser saber mais informações sobre o serviço de assessoria em babywearing, particular ou em grupo, entre em contato comigo pelo e-mail:

camonnerat@hotmail.com

Ou No facebook do Ateliê :
https://www.facebook.com/pages/Ateli%C3%AA-Maternidade-Ativa/1498906597007731

Seguem algumas fotinhos da última assessoria em grupo que aconteceu no espaço Namaskar:
http://www.namaskaryoga.com.br/mobile/index.php

 

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Tipos de parto .

Antes de engravidar eu nunca havia pensado que existissem tantas maneiras de parir. Quando falo parir, é por via vaginal, e não cesariana, já que não a considero via de parto e sim método cirúrgico para extrair o bebê.

De pronto, antes que venham com “mi mi mi…”, já aviso que não sou contra cesáreas, desde que sejam realmente necessárias, com indicações baseadas em evidências científicas. Acredito que é uma cirurgia criada para salvar vidas e não para extrair bebês, como é no caso de pré agendamento, em que se tira o bebê sem ele estar realmente apto a nascer.

Entendo que a mulher tem autonomia de escolha pelo parto. Não considero ninguém “menas” mãe por escolher cesárea mas, mesmo assim, rebato essa escolha com unhas e dentes, como ativista e como profissional da área.

Mas o post não é para falar sobre isso hoje. Então, vamos em frente.

Voltando aos tipos de parto.

Vou tentar falar da forma mais simples possível, para que as futuras mamães, que nunca pensaram sobre isso, possam descobrir como eu, as maneiras que existem de se receber um bebê nesse mundo. Esse post não é para discutir o que é melhor ou não e sim, apenas para informar.

Parto Normal

É o parto que acontece no hospital, em sala de parto, na posição tradicional, em cama ginecológica, onde as chances de acontecerem algumas intervenções são mais altas, como:
1. Ocitocina Sintética: hormônio sintético que é administrado na gestante para “otimizar” as contrações, ou iniciar o trabalho de parto.
2. Exames de toque com freqüência: toque feito pelo médico para averiguar a dilatação.
3. Analgesia: anestesia para minimizar a dor do parto.
4. Episiotomia: corte a região do períneo na hora do expulsivo para “ajudar” a saída do bebê e, teoricamente, “proteger” a mulher.

Lembrando que em alguns casos essas intervenções podem ser necessárias de fato, mas estudos mostram que a maioria das mulheres de gravidez de baixo risco podem parir de forma natural e expontânea.

Parto Natural

Parto normalmente também hospitalar, que acontece sem nenhuma intervenção citada acima e o bebê nasce espontaneamente, da forma mais natural possível.
Infelizmente, na realidade obstétrica de hoje, ele só acontece se for um “parto a jato”, ou a gestante chegar já no expulsivo ao hospital.
Esta cada vez mais difícil encontrar profissionais que respeitem o tempo e a natureza do parto.

Parto Humanizado

Eu falo que é a versão melhorada e amparada do Parto Natural, só que também pode se utilizar de intervenções, se for do desejo da parturiente.

Ele pode ser hospitalar, ou domiciliar, e normalmente acontece com a ajuda de uma equipe preparada para realizar o parto humanizado.

Priva pelo bem estar da dupla mãe-bebê.

As escolhas da parturiente são respeitadas, sua privacidade é prioridade, com o mínimo de interrupções, em uma sala de parto, no caso de hospitalar, que tenha chuveiro e/ou banheira, em que ela possa se movimentar livremente, se alimentar e beber água e ter o conforto e acalanto de seu acompanhante e da sua doula.

O parto leva o tempo que for necessário, sem nenhuma medida para acelerar o processo natural.

Ela terá livre escolha na posição de parir e o tempo do expulsivo é respeitado, sem nenhum intervenção para acelerá -lo.

Não será realizada nenhuma intervenção que não seja discutida e decidida pelo médico ou parteira em conjunto com a mãe.

Para mais informações sobre o parto humanizado indico o post completíssimo, da obstetriz e coordenadora do GAMA, Ana Cristina Duarte.
http://www.maternidadeativa.com.br/artigo3.html

Como já disse, esse post tem caráter informativo e deixo de lado alguns assuntos mais profundos.

Ele serve para dar um start na busca pelo seu parto.

Depois entraremos em mais detalhes rs.

A volta ao mundo real, e o pós parto.

Ontem foi dia de bate papo com outras mães no delicioso espaço Namaskar Yoga. Eu e mais algumas mães fomos falar sobre nossas experiências como mães empreendedoras e de como mudamos o rumo das nossas vidas depois da maternidade.
No blog http://www.namaskaryoga.com.br/index.php, tem mais informações sobre esses encontros bacanas, que acontecem sempre uma vez por mês.

Nossa como o mundo é louco né? Eu sou uma mãe empreendedora…rs.

Não foi surpresa a sala estar lotada de mães com seus bebês pituquinhos. Conversando com algumas delas, o assunto que atormenta a todas é o fim da licença maternidade e a volta para a rotina massacrante de horas de trabalho. Como deixar um bebê tão pequeno e dependente?

As feministas que me perdoem, mas quem foi que queimou “aquele sutiã” ???? Meu Deus!!
Brincadeiras a parte, nós mulheres nos transformamos em mães do dia pra noite, uma turbulência de amor intenso, cheia de dúvidas e de desafios. E de repente quando estamos aprendendo a lidar com a maternidade, nos adaptando a rotina de um bebê em casa e estamos começando a curtir, temos que voltar ao mundo real.

Um mundo real que na maioria das vezes não compreende a maternagem, que não liga se você amamenta, se tem um pequeno ser que depende de você, seja durante o dia ou madrugadas a dentro.

E então conforme esse dia, de voltar ao trabalho, começa a chegar, a mulher junto começa a pirar!!!

Olha eu conheço mães super resolvidas, que amam o seus trabalhos, precisam voltar e voltam. Eu as admiro de verdade, porque são mulheres-maravilha. Conseguem reorganizar a vida, são mães com a mesma intensidade e precisam ter a coragem de delegar alguns cuidados do filho para terceiros, tarefa difícil pra muita gente.mae-empreendedora

Agora se você tem uma dúvida, a menor que seja, de que seu trabalho não cabe mais na sua vida nova, que não tem a ver com essa nova pessoa que você se tornou. Então investigue seu coração, escute-o de verdade. Tenho certeza que ele tem muito a te dizer.

Pense nos prós e contras, receitinha velha mas que funciona. Coloque na balança.

Você gosta do seu emprego que esta prestes a voltar?
Você vai conseguir ficar “X” horas longe de casa?
Você precisa muuuuito do dinheiro que esse trabalho atual te traz ou dá para viver com menos por um tempo?
Você já se imaginou fazendo outra coisa?
Você tem algum dom ou sabe fazer alguma coisa que pode ser feita de casa?
Você pode abrir mão de um trabalho pessoal para ficar mais próxima do seu bebê nessa primeira infância?
Como você se sente em relação a isso?

Essas são algumas perguntas que me fiz durante algum tempo antes de mudar o rumo das coisas.

Tive que lutar contra meu medo, meu ego, que não queria desapegar da outra Carolina que ficou pra trás, e também contra preconceitos meus e dos outros. Porque no nosso mundo “moderno”, cuidar dos filhos de perto em tempo integral, está fora de moda infelizmente.

Não se desespere, converse com outras mães, com aquelas que voltaram para o antigo trabalho e ficaram bem e com aquelas que tomaram outro rumo. Não copie nenhuma delas, cada mãe é de um jeito, você vai descobrir qual é o seu.
Apenas se acalme, você não está sozinha, todas passam por isso no pós parto, de uma forma ou de outra.

Respire fundo, escute sua nova amiga que agora veio pra ficar, a Mulher Mãe que você se tornou.

Como tudo começou…

Em 2008, quando fiquei grávida da minha primeira filha, a Maria Eduarda, tinha só uma certeza, não queria passar por uma cesárea. Tinha medo, aflição do corte, afinal eram sete camadas a serem cortadas.

Comecei então a ler tudo que podia na internet sobre parto e a assistir milhares de vídeos, e foi assim que começou meu empoderamento materno.

Logo de cara me deparei com o “lado negro da força”, com as altas taxas de cesáreas desnecessárias do nosso Brasil e conheci a violência obstétrica, termo que nunca tinha ouvido falar na vida.

Se antes eu só queria fugir do corte e ter um parto normal, agora eu queria um parto natural e com certeza humanizado.

Fui atrás de uma equipe humanizada, pois percebi que cada vez mais ela é imprescindível para se conseguir parir com dignidade por aqui. Procurei uma GO que apoiasse de verdade o parto humanizado e conheci a maravilhosa profissão de doula (depois conto como acabei me tornando uma ).

Ah, uma parte importante disso tudo foi empoderar o marido, que para mim tinha que fazer parte dessa equipe. Passava todos os textos pra ele, sobre os benefícios do parto humanizado e levava ele em todos os cursos de gestantes que podia. Ele é um cara tímido, então muitas vezes ia “amarrado”, mas ia. Porque vontade de gravida não se discute, certo ?

Me preparei também fisicamente, fiz ginástica para gestantes, muitas cócoras e a maravilhosa bola suíça, que se tornou minha melhor amiga na hora do parto.

Com 28 semanas Maria Eduarda queria nascer, tinha contrações e meu colo estava afinando, repouso absoluto. Chatooooo!!! Ficava deitada 24h por dia, para tomar banho era sentada em um banquinho e bem rápido. Para mim que sou bem agitada foi dureza, então lia e mergulhava ainda mais nos textos sobre parto.

Funcionou, com 36 semanas fui liberada, com 36 semanas e 5 dias, dia 11 de agosto, meu aniversário, comecei a ter contrações ritmadas de 10 em 10 min, as 4h da tarde.

Estava bem calma, só falei para Maria Eduarda que ela ia ter que esperar para nascer no dia 12, pois dia 11 já era o meu dia rs. Liguei para a médica, para a doula, estava sem dor ainda. Fiquei em casa com o marido, ele fez um belo macarrão, o que foi ótimo para dar a energia que o parto exige.
Brinco que para parir você deve se preparar como que para uma maratona, o corpo, a mente e o espírito, porque na hora que o bicho pega o seu bebê e seu corpo exigem bastante de você.

As 22h as contrações estavam de 5min em 5min, pouco doloridas. Liguei para a médica que me disse : Quando estiver em trabalho de parto ativo você vai saber, tente dormir um pouco e me liga qualquer mudança.

E assim eu fui pra cama, no dia do meu aniversário sabendo que ganharia o melhor presente do mundo no dia seguinte.

As 4h da manha, claro que eu não tinha dormido nada, escuto uma bexiga estourar, PLOFT. O maluco era que a bichiga estourou  DENTRO DE MIM. Fiquei imóvel, cutuquei meu marido que dormia placidamente do meu lado. “Amor a bolsa estourou”. Coitado, ele pulou da cama, parecia uma barata tonta pelo quarto. Liguei de novo pra GO, já não conseguia falar no telefone, porque quando a vinha a contração, tinha que me abaixar de dor, agora eu sabia, estava mesmo em trabalho de parto.

Chego no hospital, aparece a fofa de enfermeira e me coloca no odioso cardiotoco. Ele é um exame que é feito na admissão do parto, para ver a frequência cardíaca do bebe, mas a gestante tem que ficar 20 min deitada, e com contração!!!! Que coisa horrorosa, eu não parava de reclamar. E foi então que vivi “de leve”  a violência obstétrica que tanto tinha lido, a enfermeira me fala : – Você que esta querendo parto normal ? Já vi que não vai aguentar nem meia hora, vai pedir pela cesárea com certeza. Falou assim, na minha cara, com um sorrisinho sarcástico. O que ela tinha a ver com as minhas escolhas gente???? Ai que ódio que eu fiquei na hora.

Quando a tortura inicial passou, encontro minha melhor amiga, a bola suíça. Sentei nela e não levantei mais até o expulsivo. E balança na bola, rebola na bola, quica na bola, bola e eu no chuveiro, respira… Marido e doula fazendo todas as massagens possíveis, beija o marido, xinga o marido, respira… Cócoras e mais cócoras, abraça a bola e o trabalho de parto evoluindo.
E que trabalho !!! Gente não dá pra ficar parada, se eu deitasse doía muito.

Quando de repente senti muita vontade de fazer cocô, muita mesmo rs. Estava indo pro banheiro e a Médica fala pra mim : – Não pro banheiro não, é a sua filha que está nascendo. Depois descobri que não era cocô, era a pressão que o bebê estava fazendo para passar pelo canal rs.

Fui andando para a sala de parto ( não existia sala de PPP nessa época), estava feliz, sabia que minha menina estava chegando.
Passei pela enfermeira, a mesma do sorrisinho sarcástico, e falei : – Quem que ia fazer cesárea mesmo ? Vou ali parir e já volto tá. Nunca mais vou esquecer dessa cena, eu tinha conseguido burlar o sistema, que teima em nos desencorajar!!!!!

Maria Eduarda nasceu, as 7h em ponto, Apgar 10 com duas circulares de cordão ( ela não impede que o bebê nasça, falaremos sobre esse mito de parto em outro post). Só nós três, eu o marido e a bebê fazendo o expulsivo, sem ninguém intervindo. A médica ali, só para não deixar a minha menina cair no chão, como deve ser.

Depois disso tudo minha vida mudou, fui apresentada a uma outra mulher, que habitava dentro de mim mas que eu não conhecia, que a cada contração ia se apresentando de forma avassaladora, dolorida, mas deslumbrabte. Essa nova mulher me deixou confusa, perdida, mas com muita vontade de me encontrar, e isso só foi acontecer 3 anos depois com o nascimento da minha segunda filha, Teodora. Mas essa história eu conto outro dia.

Colo de mãe, é mimo ou necessidade ?

Acostumando com Amor

Acostumando com Amor

Já ouviram falar em extero-gestação?

Para falar um pouco sobre essa teoria, criada pelo pediatra Harvey Karp, temos que entender que os bebês humanos nascem mais indefesos e dependentes de seus pais do que qualquer outro mamífero.

Isso acontece devido à evolução da nossa espécie, que se tornou bípede e com maior desenvolvimento do cérebro, ocasionalmente maior tamanho da cabeça, fazendo com que nossos bebês nasçam antes de estarem com o sistema nervoso central amadurecido. Se esperássemos para estarem com 50% do cérebro,  como acontece nos outros mamíferos ao nascerem, os nossos bebês não passariam pela pelve de suas mães.

Ao contrário dos outros mamíferos, como as girafas, os cavalos e os macacos… os recém- nascidos humanos são incapazes de andar por um longo período após o nascimento, porque lhes falta aparato neural para isso. Resultado, temos filhotes extremamente dependentes e com necessidades constantes de cuidados. Filhotes que precisam de seus pais por questões de sobrevivência e de desenvolvimento emocional.

Seu bebê reclama se é deixado sozinho no berço? Ele chora? Grita?

Chamamos isso de extinto de sobrevivência e não mimo, como muitos falam por aí.

Os bebês das cavernas, se deixados sozinhos corriam o risco de serem devorados por predadores, e também choravam por colo.  Os bebês que conseguiam ser carregados  a maior parte do tempo sobreviviam. Simples assim. A extero-gestação vai até mais ou menos os nove meses de vida, que é quando o bebê começa a engatinhar, a se locomover sem a ajuda do colo dos pais.

É claro que hoje não temos predadores no quartinho lindo dos nossos filhos, mas o extinto ainda existe, o bebê precisa ser carregado para se sentir seguro e assim poder explorar o mundo.

A extero-gestação, ou gestação fora do útero, mostra que os bebês precisam sentir que estão no útero da mãe. Assim sentem-se seguros para se desenvolver de forma saudável .

Para o bebê ter essa vivência é preciso relembrar como era o ambiente intrauterino. Nele o bebê se sentia apertadinho, protegido, escutava os sons dos batimentos cardíacos da mãe todo o tempo, além de estar em constante movimento.

Mas gente, quem aguenta carregar um bebê o dia todo no colo? Impossível, para os braços, coluna, para a mobilidade e para vida rs.

A melhor maneira de reproduzir tudo isso do lado de fora é com o uso dos slings. Nele o bebê fica aconchegado, sob os cuidados permanentes de seu cuidador, escutando seu coração todo o tempo, sua voz,  se sentindo protegido e amado.

Os bebês precisam do colo da mãe!!! Precisam, é uma necessidade. Estudos mostram que quando carregados de forma permanente suas funções fisiológicas como temperatura corporal, batimentos cardíacos, respiração e aparelho digestivo  funcionam de forma mais eficiente.

Estudos mostram que bebês coreanos e de tribos africanas, bebês que são carregados em tecidos desde o dia que nascem, que ficam todo tempo no colo da mãe, nos afazeres domésticos e nas colheitas, com livre acesso ao seio materno e seus cuidados, são bebês que quase não choram e não tem nenhuma ocorrência das tão temerosas “cólicas”. Não existem registros de cólicas nesses bebês.

Esse sintoma que tanto aterroriza as mães existe apenas na nossa cultura ocidental que inventou berços e carrinhos maravilhosos, com aparatos sensacionais, imitam o son de água, de batimento cardíaco e pasmem até de útero!!!! Eles só faltam voar, mas podem ser os  “causadores”  das cólicas.

Então quando alguma palpiteira materna, dessas que adoram te dizer o que fazer para dissipar seu precioso instinto de cuidador, te falar para você deixar seu filho chorar, para deixar ele no berço ou carrinho, afinal ele vai ficar acostumado com colo, mimado etc. Respire fundo e pense no que realmente seu bebê precisa. E ele não precisa de muito. Ele precisa só de você, do seu calor, do seu carinho e principalmente do seu colo.

Tenha empatia pelo seu bebê, escute suas necessidades, carregue seu bebê o máximo que puder e o quanto ele requisitar. Você não estará acostumando mal ou mimando seu filho ou filha, estará apenas mostrando que o mundo é um lugar tranquilo, seguro e que ele/ ela pode contar com você sempre que precisar.

Use e abuse do sling. Ele traz dezenas de benefícios  para o bebê, como estímulos motores, sensoriais , desenvolvimento social e, principalmente calma e segurança . Para a mãe, faz com que ela se sinta mais capaz de prover sua cria de forma consistente dissipando inseguranças do início da maternagem,  além de fortalecer o vinculo entre mãe/pai/cuidador e bebê, e de plus ainda ajuda em uma amamentação de sucesso.

Só não slinga quem não quer !!!

Se você procura uma Assessora em Babywearing, que possa te ensinar a usar o sling, VOCÊ ENCONTRA AQUI!